terça-feira, 9 de junho de 2009

Great Expectations - Away We Go!



Olá pessoal,

Sam Mendes, luso-descendente, é um dos melhores realizadores da actualidade. Ganhou o oscar nessa mesma categoria com o seu primeiro filme: Beleza Americana, uma comédia negra sobre a vida nos subúrbios, um filme apaixonante. Os seus filmes são todos assombrados por uma aura de tragédia pessoal, e o filme que quase o levou aos oscares, no ano passado, Revolutionary Road, que valeu à sua mulher, Kate Winslet, um muito merecido globo de ouro como melhor actriz principal, foi o exemplo máximo desta tragédia. Um filme que é atravessado por mágoa e revolta e desespero até ao último segundo. Um verdadeiro pontapé no estômago.

Finalmente, Sam Mendes decidiu mudar de registo e fazer um filme mais doce, uma espécie de comédia independente e despretensiosa, fazendo lembrar o delicioso Juno.

Esta é a história de um casal que, enquanto espera pelo nascimento do seu primeiro filho, decide fazer uma viagem pelos EUA, tentando descobrir o verdadeiro sentido do termo "lar", com a ajuda de familiares e velhos amigos que já não viam há séculos. As primeiras imagens, à nossa disposição no trailer que circula pela Internet e que eu aqui disponho, são divertidas e cheias de um cheirinho a sinceridade. Os actores são, na sua maioria, desconhecidos, e os sentimentos que eles deixam transparecer pelo ecrã são puros e simples.

Prós: Sem dúvida o realizador e os actores. Vou destacar a presença de Allison Janney, que já vimos em Juno e Maggie Gyllenhaal (Donnie Darko, World Trade Center, The Dark Knight).

Contras: A facilidade com que pode passar totalmente despercebido pelos cinemas e o facto de só estrear em Portugal no Outono (o que até pode ser bom, porque há menos possibilidades de ser ofuscado pela torrente de blockbusters), apesar de já ter estreado nos EUA.

AWAY WE GO!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Great Expectations - 2012


Oi pessoal,
Tenho andado um pouco longe, visto que não tenho frequentado as salas de cinema. Portanto, decidi presentear-vos com novidades sobre o que está para vir.
Pode ser apenas a minha opinião, mas achei que o trailer deste filme era um dos mais cativantes dos últimos anos, com uma espectacular música que já tinha sido usada no trailer de um grande filme de terror: The Shining!
Além disso, os vídeos que um dos actores que participam neste filme, Woody Harrelson, tem andado a colocar na Internet têm sido um óptimo aperitivo para o film, assim como uma forma original de o promover e de o actor se transformar na personagem... Isto como quem diz... Podem ver os vídeos no seguinte link: http://www.thisistheend.com/
2012 devia estrear ainda este verão, mas foi adiado até ao Inverno, de forma a aprimorar os (provavelmente) espectaculares efeitos especiais e todo o trabalho de pós-produção, que são sempre os trunfos e as verdadeiras estrelas dos filmes de Roland Emmerich.
A história passa-se em 2012, ano em que os Maias preveram o fim do mundo e John Cusack é o cientista que lidera um grupo de pessoas que tentam combater os acontecimentos apocalípticos previstos.
Prós: Roland Emmerich é um especialista em cinema catástrofe, tendo realizado filmes como Dia da Independência, Godzilla e O Dia Depois de Amanhã. A presença de actores fortes como John Cusack, Amanda Peet (que voltam a contracenar depois de Identidade Misteriosa), Woody Harrelson (Assassinos Natos, Este País Não é para Velhos), Thandie Newton (Missão: Impossível 2, Crash - Colisão) e Chiwetel Ejiofor (Gangster Americano; Children Of Men) traz consistência a um projecto que facilmente poderia ser apenas um caro fogo de artifício (alguém se lembra de 10.000A.C.?)





Contras: Os mesmos que os anteriores. Roland consegue estragar todo um filme, com uma facilidade assustadora, quando tenta tornar um filme divertido para o público, além de ter uma estranha capacidade de esquecer as personagens e apostar tudo na destruição, esquecendo que isso só vale a pena se o público se identificar com os indivíduos que tentam sobreviver àquilo tudo. Na minha opinião, O Dia Depois de Amanhã foi o seu melhor filme e isto porque ele se concentrou um pouco mais nas personagens do que o habitual e decidiu torná-lo mais dramático e realista do que o inicialmente planeado (decisão esta tomada a meio das rodagens, o que exigiu que se reescrevesse uma porção substancial do guião). A presença destes actores, em especial Cusack, Peet e Harrelson podem ser indicadores de que o realizador voltou a optar por um tom mais cómico, área em que estes actores marcam pontos... O Fim do Mundo será divertido? Esperemos para ver... Será que os cientistas vão encontrar uma solução milagrosa para salvar o mundo? Esperemos que não... LOL

terça-feira, 2 de junho de 2009

Insomnia - Um Ensaio sobre a Insónia

Olá pessoal,
Imagino que já todos vós tenham passado por noites em branco, em que, não importa quantas horas estejam deitados, quantos comprimidos tomem, quantos carneiros contem ou quantas voltas na cama dêem, não conseguem adormecer.
Bem, minha gente, posso dizer desde já que fazer um blog pode ser uma boa maneira de ocupar o tempo, tomar demasiados comprimidos pode matar, contar carneiros é aborrecido e que quando pararem de dar voltas na cama e adormecerem, o despertador toca e têm que se levantar.
A insónia é caracterizada pela falta de sono ou pela dificuldade em adormecer por vários dias e pode ter diferentes durações (transitória - devido a stress ou excitação; curta - alguns dias, devido a stress grave despoletado por problemas emocionais como o luto; e longa - pode durar semanas, relacionada com depressão, stress crónico e abuso de drogas). Contudo, o resultado é sempre o mesmo - na manhã seguinte andamos cansados, irritáveis e agressivos.
O cinema encontrou nestes sintomas algumas das personagens mais memoráveis da sétima arte.
Insomnia (de Christopher Nolan, 2002)
Em Insomnia, Al Pacino interpreta um detective que é enviado para uma vila do Alasca para investigar o homicídio de uma rapariga. Enquanto tenta capturar um suspeito, dispara acidentalmente contra o seu colega, matando-o. Em vez de assumir a culpa, diz que foi o fugitivo que o matou, o que apenas vai ampliar a complexidade emocional e o sentimento de culpa pelo seu acto. Entretanto, uma detective local (a duplamente galardoada Hillary Swank por Boys Don't Cry e Million Dollar Baby) conduz também ela uma investigação sobre o homicídio do colega de Al Pacino. Apesar de não parecer haver provas de que este seja o verdadeiro culpado, e da jovem detective o admirar e não desconfiar do seu alibi, Al Pacino começa a sofrer das mais terríveis insónias, numa cidade onde, devido ao interminável Sol da Meia Noite, o dia não cede a vez à noite. Tudo isto começa a causar-lhe alucinações e, para piorar, o culpado do primeiro homicídio (Robin Williams) tenta entrar em contacto com ele e contar-lhe pormenores do seu crime. Um dos melhores filmes de Christopher Nolan, realizador de Batman-O Início e O Cavaleiro Negro, Memento e The Prestige.
O Maquinista (de Brad Anderson, 2004)
O Maquinista, interpretado pelo soberbo Christian Bale (que se revelou ainda em criança com o filme de Spielberg - Império do Sol, e que agora é uma estrela de acção graças a Batman e ao último capítulo do Exterminador Implacável, que está agora nos cinemas), é um homem anorexico (o actor emagreceu até ao ponto que se pode observar na foto) que está a morrer de insónia crónica, não dormindo há mais de um ano. Progressivamente, começa a duvidar da sua própria sanidade, conforme os mais estranhos acontecimentos se vão dando na sua vida. Na fábrica, a fadiga pesa-lhe e os acidentes acontecem. Entretanto, é atormentado por um estranho colega de trabalho, deformado, que mais ninguém acredita que exista. E estranhos post-its vão aparecendo colados ao seu frigorífico, com o jogo da forca, para que este descubra qual a palavra escondida. Uma prostituta e uma empregada de bar são as únicas personagens que se preocupam com ele e as suas cordas de salvação, sendo também arrastadas para uma trama cada vez mais complexa e intrigante em que a realidade e a alucinação se confundem em pura luz do dia.
Clube de Combate (de David Fincher, 1999)
Este filme é, sem a menor dúvida, o meu filme preferido, o melhor que eu já vi na minha vida. Edward Norton é um homem que sofre de insónia crónica. Uma autêntica bomba-relógio à procura de algo que o resgate da sua vivência anónima e rotineira. É ele próprio quem relata a história, enquanto começa a infiltrar-se em grupos de entre-ajuda para doentes de cancro (especialmente os de cancro testicular, onde conhece uma outra infiltrada, Marla Singer, interpretada magistralmente por Helena Bonham Carter...). E é numa das suas muitas viagens de negócios que conhece Tyler Durden (Brad Pitt), um exêntrico vendedor de sabão feito a partir de gordura humana, roubada de clínicas de lipo-aspiração. Juntos formam um Clube de Combate ilegal, onde homens na mesma situação que ele encontram um escape para a desilusão da vida real. Este filme é uma revolução contra a apatia do socialmente correcto, contra o maniqueísmo de uma vida rotineira, contra o homem resignado a ser um autómato. É uma ode ao excêntrico, ao anormal, ao socialmente incorrecto, à desilusão da vida, dos sonhos não realizados, das ambições frustradas. E o criador desta revolução é um homem que não consegue dormir e embarca na loucura para combater aquela que ele acha que é a sua verdadeira doença.
A Estranha em mim (de Neil Jordan, 2007)
Este é um caso de insónia mais ligeira que as anteriores, mas com consequências nada menos importantes. Jodie Foster é Erica Bain, locutora de uma rádio de Nova Iorque, que percorre apaixonadamente as ruas dessa cidade, ouvindo os seus sons, a suas histórias, vendo e testemunhando "all the beauty and ugliness that is disappearing from our beloved city." Uma noite, após ter estado a tratar dos preparativos para o seu casamento com o seu apaixonado noivo, o casal é atacado por um gangue enquanto passeiam o cão no Central Park. Erica é deixada em coma, o cão é roubado e o noivo morre. Após recuperar a consciência e saber o que aconteceu, Erica é assumada pela dor do luto, pela injustiça e pela sede de vingança. Não consegue dormir. Durante a noite, vagueia pelas ruas de Nova Iorque, ruas que nunca antes tinha percorrido. Vendo-se demasiado insegura e desprotegida, procura obter uma arma ilegalmente. E assim que vê a sua vida ameaçada novamente, faz justiça pelas próprias mãos. Torna-se uma vigilante. Uma justiceira. E a sua insónia não desaparece, assim como a sede de vingança e do sentimento de culpa.
Pesadelo em Elm Street (de Wes Craven, 1984)
Finalmente, apenas um clássico que eu não podia ignorar. A história já é conhecida. Várias crianças que vivem em Elm Street começam a sonhar com um homem deformado, com facas em vez de dedos. Lentamente, começam a morrer durante o sono, um a um, e a protagonista descobre que têm que se manter acordados para ficarem a salvo, e a única forma de cortar o mal pela raiz é trazer o monstro para o mundo real, pois nos sonhos (ou pesadelos) ele é invencível. Wes Craven, mestre do terror, inventou esta história a partir de incidentes verídicos decorridos com três jovens cambodjanos, sobreviventes do genocídio de Pol Pot (?), em que morreram após terem horríveis pesadelos. Aparentemente, primeiro, eles começavam por ter horríveis pesadelos, recusavam-se a dormir durante vários dias, até que acabavam por adormecer devido à exaustão. Acordavam então aos gritos e morriam com um ataque cardíaco. O último caso (destes três) usou vários métodos para se tentar manter acordado, (alguns dos quais utilizados pelas personagens do filme, como ter um termo com café, para ir bebendo às escondidas) e tentou persuadir os pais a acreditarem nele, quando dizia que morreria se adormecesse.
E assim termino o meu ensaio sobre a insónia. Deixo ao vosso critério descobrir o que está por detrás das insónias de cada um. Esta pequena lista de filmes é sugestiva de algumas razões.
Será que o meu vizinho assassinou alguém? Será que o meu colega de trabalho é tão louco quanto parece e sofre de alucinações? Será que a mulher que me serve o café se prepara para destruir as bases da sociedade? Será que o condutor deste autocarro está de luto? Será que aquele tipo com as olheiras não dorme devido a uma insaciável sede de vingança? Ou será que a Nancy não dorme, porque tem medo de morrer?

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Angels and Demons


Olá Pessoal!


Já vi o novo filme baseado no livro homónimo de Dan Brown e posso dizer que é um sucesso. É melhor do que o Código DaVinci em inúmeros aspectos.


Para quem não leu o livro, comprem-no, porque o filme não o substitui. Há diversos pormenores do enredo que são diferentes (não piores) e o livro oferece-nos a possibilidade de percebermos melhor as pistas, os significados, os simbolismos e as próprias personagens, visto que, devido à duração do filme (pouco mais de duas horas que passam a correr), muito do background teve que desaparecer. Os aspectos mais fantasiosos do livro, ou menos credíveis, ou mais irrealistas, como o jacto que levava o professor Langdon dos EUA até ao CERN (na Europa) em pouquíssimas horas, ou a forma mirabulosa como este escapava da morte certa ao saltar de um helicóptero, desapareceram, o que, na minha opinião, foi uma boa opção para manter os pés bem acentes na terra e não fazer com que o filme passasse de thriller a ficção-científica.


Tom Hanks volta a representar Robert Langdon, o professor de simbologia que vai seguir as pistas para encontrar quatro cardeais raptados pelos Iluminatti e salvar o Vaticano do poder destruidor da Anti-matéria, roubada do CERN e criada pela cientista Vittoria Vetra (representada por Ayelet Zurer).

Esta, no livro, era a acompanhante de Langdon no livro, era com ela que ele debatia todos os assuntos, desafiando-se mutuamente, além de haver entre ambos uma crescente química sexual. No filme, ambos os aspectos de Vittoria estão atenuados, mas não deixa de ser representada como uma mulher inteligente, atraente e carismática. Apenas tem uma intervenção menos importante na história.

Quanto a Tom Hanks, parece que me habituei à ideia de ser ele a representar Langdon, pelo que até fiquei satisfeito, apesar de não ser nenhum desafio para a sua carreira e de não ser muito diferente de todas as outras personagens que ele representou no passado. Não é Tom Hanks que se transforma em Robert Langdon. É Robert Langdon que se transforma em Tom Hanks.

Finalmente, tenho a destacar Ewan MacGregor (Trainspotting, Moulin Rouge, A Ilha) como Camerlengo Patrick MacKenna, uma personagem central no desenlace da narrativa. MacGregor fez um excelente trabalho, apesar de não dominar o latim... Os olhares e expressões deste actor, roubam a atenção do espectador, que percebe que aquele homem devoto à igreja não está totalmente perdido no desenrolar dos acontecimentos e não é apenas mais uma peça de xadrez.


O ritmo do filme é avassalador, uma "bomba" de adrenalina, com menos discussão e mediatismo que O Código DaVinci, e com uma mensagem mais suave, não sendo um ataque tão directo à igreja como seria de esperar. Os locais que não puderam ser filmados, devido a restrições do Vaticano, como a Praça de S. Pedro e a Basílica, foram recriados minuciosamente e com um incrível realismo e o cataclismo no final foi elaborado com uma espectacularidade digna dos melhores filmes de Hollywood e transmitindo a sensação de "Milagre!" que era necessária para entendermos as intenções de quem colocou a bomba no Vaticano, sob um ofuscante céu em chamas.


Para mim, uma agradável surpresa. O realizador, Ron Howard (Apollo13, Uma Mente Brilhante), aprendeu a sua lição depois do primeiro filme, e terem decidido juntar ao projecto David Koep, argumentista de filmes como Guerra dos Mundos e Jurassic Park, trouxe o equilíbrio e o ritmo que Akiva Goldsman (vencedor do Oscar de melhor argumento por Uma Mente Brilhante) não conseguiu impor no Código DaVinci.


Two Thumbs Up! Aqui vai o link para o site oficial do filme: http://www.angelsanddemons.com/

domingo, 17 de maio de 2009

Knowing - Sinais do Futuro?


Olá pessoal!

Na semana passada fui ver um filme que... bem... deixa-me no mínimo confuso! É que podia ser um bom filme. Mas não é. Mas também não é necessariamente mau... Vou-me explicar.

Em Knowing, Nicolas Cage é um professor universitário, viúvo, com um filho único, e uma ligeira inclinação para a pinga. (ligeira? Quem é que bebe uma garrafa de whisky numa noite e na manhã seguinte se consegue levantar? Eu não!) Pois bem! Tudo começa em 1958, numa escola primária em que se decide comemorar uma cena qualquer, levando os alunos a fazer desenhos do que pensam que vai ser o futuro daí a 50 anos. Claro que há uma menina esquisita que, em vez de desenhar, enche uma folha inteira com uma estranha sequência de algarismos, aparentemente sem qualquer significado (claro que nós sabemos que isso não deve ser bem assim). No dia seguinte, fazem a cerimónia e fecham os desenhos todos dentro de uma "cápsula do tempo" que enterram no pátio da escola para o pessoal desenterrar daí a 50 anos.

Ora, na actualidade, a folha da menina vai parar precisamente às mãos do filho do Nicolas Cage, o qual tenta descodificar aquela sequência e descobre que corresponde a datas de grandes acidentes ou catástrofes, ao longo desses 50 anos, assim como ao número de mortes e ao local onde ocorreram. E há mais datas no papel, num futuro demasiado próximo...

Alex Proyas é um realizador capaz de fazer filmes que se tornam clássicos quase imediatos, como "O Corvo", em que o actor principal, Bruce Lee, morreu durante a rodagem com um tiro "acidental"; ou até o menosprezado "Eu, Robot", com Will Smith. No entanto, este filme deixa-me incrédulo. Enquanto a base desta história é apelativa e envolve o espectador numa aura de mistério e ansiedade, tentando prever o que vai acontecer e temendo as consequências, os aspectos mais "sobrenaturais" deitam tudo a perder. Para quê meter uns homens vestidos de negro a aparecer e a tentar comunicar com as crianças (e com uns holofotes bem potentes dentro da boca. Um pormenor que devia assustar, fez-me rir), para quê transformar as crianças numa espécie de mediuns, para quê aquele desenlace final...?

Enfim, sobram as sequências de catástrofe, que são dignas dos melhores filmes do género em Hollywood, incrivelmente realistas e (estas sim) verdadeiramente assustadoras e arrepiantes, filmadas com uma energia brutal. A câmara consegue-nos transportar para aqueles momentos aterradores e deixa-nos agarrados à cadeira com medo que algum estilhaço nos atinja. É o melhor do filme.

Só aconselho este filme àqueles que não tenham problemas em ver filmes que misturam efeitos-especiais, apocalipse, sobrenatural, religião e servem tudo no mesmo prato. E a quem tem saudades de ver o Nicolas Cage num papel mais sério, mas... sinceramente... esperem mais um pouco. Apesar de neste filme não estar mal, ele é capaz de melhor.

Segue o link para o site oficial do filme. Pode ser que tenham uma melhor opinião sobre o filme do que eu... http://www.knowing-themovie.com/

segunda-feira, 4 de maio de 2009

SHIT #1





Olá Pessoal!
Como este é um blog que não se dedica exclusivamente ao mundo do cinema, e como não quero deixar os adeptos dos excrementos decepcionados, decidi fazer uma primeira abordagem aos excrementos do fabuloso mundo de Joel Pear.
Pois é, minha gente, a vida real arruina-nos a criatividade. Nunca soube o que era um bloqueio
criativo até ao ano passado.
Toda a sua vida, Joel Pear gostou de escrever e, já há alguns anos, que se dedicava a escrever aquela que viria a ser a maior obra da literatura portuguesa desde... desde que o Saramago escreveu A Viagem do Elefante, o que não foi assim há tanto tempo...
Continuando, a universidade pode ser uma fonte de inspiração e um buraco negro. Isso mesmo se verificou. Joel Pear, contaminado pela inspiração que todas as vivências lhe proporcionavam, escreveu desalmadamente sobre a juventude, a rebeldia, o primeiro amor e o fim do mundo, numa odisseia que se desenrolaria nos últimos 30 dias da vida de Alex. Contudo, caiu num buraco negro e nunca mais escreveu nada. NADA!!! Não consegue sair do malfadado capítulo 22. Já voltou ao 21, já leu todos os outros e não consegue sair do buraco e chegar ao capítulo 23. E este é um número que tem muito que se lhe diga.

Até que ponto, estudar de forma insana contribui para o nosso futuro! Sim, é verdade, escrever um Best-Seller ou entrar na indústria do cinema pode não chegar para garantir comida na mesa. Mas trata-se de um curso de tecnologias da saúde! Não é medicina nem direito, carago! E se isso nos impede de atingir os nossos sonhos, os nossos objectivos de vida...
Joel Pear tem a cabeça esgroviada e não anda a bater muito bem há mais de um ano. Que saudades daqueles tempos em que se embebedava sem receio das consequências, conhecia mulheres fogosas e não temia abordá-las. Beijava várias ao mesmo tempo (pronto, apenas duas). O que é que aconteceu entretanto? De onde surgiu toda a castração, toda a depressão... Que instantes é que Joel Pear poderia tentar mudar, se viajasse ao passado, para agora não estar assim? Que saudades daqueles tempos em que acreditava que ia conseguir, que ia ser capaz, que ia... que não ficava... estagnado!


- And the sound you hear is the sound of shit hitting the fan. - Disse Alec Baldwin num certo filme. - Globally... You hear it?

E Orlando Bloom retorquiu, várias vezes, ao longo do filme:

- I'm fine.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

The International - A Organização















Olá pessoal!


Joel Pear foi ver este filme e ficou satisfeito com o que viu. Este filme foi inspirado pelo caso verídico do BCCI (Bank of Credit & Commerce International), que fechou em 1991, devido ao escândalo em que a instituição se envolveu.

Louis Salinger (Clive Owen) e Eleanor Whitman (Naomi Watts) são agentes da Interpol, empenhados em expôr as actividades ilícitas de uma poderosa instituição bancária que financiava armamento e tinha sido responsável pelas mortes de todos aqueles que se tinham aproximado demasiado da verdade.

O filme viaja por Berlim, Itália, Nova Iorque e Istambul, enquanto os protagonistas tentam a todo o custo superar todos os entraves e impor a justiça. Tom Tikwer, que já antes tinha feito "Corre, Lola, Corre" (com a fantástica Franka Potente, que já vimos nos filmes de Bourne) e "O Perfume - A História de um Assassino", soube realizar um excelente thriller político, com um bom ritmo e um argumento eficaz, de Eric Warren Singer. Apesar dos contornos sombrios da história, o filme nunca se torna demasiado pesado, sendo um filme de acção que pretende satisfazer o espectador. Exemplo disso mesmo é a cena do Museu Guggenheim, simplesmente avassaladora e de perder o fôlego, com pormenores que contribuem ainda mais para lhe dar realismo.

Clive Owen (nomeado ao Oscar por "Closer") interpreta um homem com um profundo sentido de justiça, obcecado pela sua missão, intenso e volátil, explodindo com uma facilidade tremenda perante qualquer fonte de ignição. É uma pena a sempre deliciosa Naomi Watts (nomeada pelo seu papel em "21gramas", e conhecida pela relação amorosa que teve com um gorila gigante), não ter tido uma personagem mais interventiva na história.

Fiquei desiludido com o desfecho final. Tendo em conta o material da história verídica, penso que não ficaria mal terem aproveitado um pouco mais o que aconteceu de facto. No entanto, é um final que contribui para a mensagem que o filme pretende transmitir: Quem controla o dinheiro, controla o mundo. De salientar também certas atitudes das personagens e pormenores narrativos que carecem de lógica, especialmente no desenlace do filme. E não digo mais nada, para que possam tirar as vossas próprias conclusões.

Independentemente de tudo isso, é um bom filme, inteligente, que vale o preço que pagamos pelo bilhete de cinema. Aconselho o seu visionamento, nem que seja para nos pormos a pensar no mundo capitalista em que vivemos (não é Sam?).

Aqui está o link para o site do filme. Divirtam-se: http://www.everybodypays.com/