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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Great Expectations - The Ghost Writer


Recentemente, falei-vos num dos livros do escritor Robert Harris - "POMPEII". Agora, venho falar-vos, não de outro livro dele, mas de uma adaptação cinematográfica de um dos seus livros. Como eu referi da última vez que falei dele, Robert Harris escreveu "Pompeii" e também a sua adaptação cinematográfica e ofereceu-a a Roman Polanski (oscarizado por "O Pianista"). Acontece que eu li este livro sem saber que se tratava da história que Polansky tentou adaptar ao grande ecrã, com Scarlett Johanson e Orlando Bloom, e não conseguiu... Só depois, quando pensei em fazer alguma pesquisa sobre o escritor, para descobrir outros livros dele, é que descobri que "Pompeii" de Robert Harris e o filme "Pompeia" de Polanski, eram exactamente a mesma coisa.

Tal como eu também referi da última vez, esse filme não foi para a frente por causa da greve dos actores. Então, escritor e realizador viraram as suas atenções para outro projecto supostamente mais... concretizável! Tratava-se da adaptação de outro dos livros de Harris - "The Ghost Writer". Entretanto, Polanski foi preso em Setembro de 2009 e as filmagens adiadas por tempo indeterminado.


Pois bem... Recentemente fui surpreendido ao ver os últimos trailers a serem lançados no site da Apple, quando descobri o trailer de "The Ghost Writer". Acontece que, ao contrário do que eu tinha lido na Internet, afinal o filme nunca tinha sido adiado. Quando Polanski foi preso, o filme já estava em Pós-Produção e esta manteve-se em marcha, mesmo com o realizador preso. Mesmo por trás das grades, Polanski acompanhou todos os passos do filme e determinou todas as decisões artísticas. Em Portugal, o filme ainda nem é falado, nem tem data marcada, mas já estreou na Berlinale, apresentando-se como o filme preferido para vencer a competição, sendo que as críticas foram largamente positivas.


Afinal, de que trata este filme, para ser tão importante?


A história que Robert Harris escreveu teve como inspiração o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair para protagonista. Assim, a história começa quando The Ghost, interpretado por Ewan MacGregor ("Trainspotting", "Moulin Rouge!", "Anjos e Demónios") aceita completar as memórias do ex-primeiro ministro Adam Lang, interpretado por Pierce Brosnan (saga 007, "O Caso Thomas Crown","Mamma Mia"), sendo que o seu predecessor que tinha morrido num acidente. Inicialmente, esta parece a oportunidade de uma vida. Contudo, abre-se uma polémica mediática que liga Adam Lang à CIA e a crimes de guerra e The Ghost acaba por se aperceber que o projecto não é o que parece, acabando por descobrir segredos que colocarão a sua própria vida em risco, sendo necessário descobrir o manuscrito original do antigo escritor. Para completar o elenco, temos ainda Kim Cattrall, (a Samantha de "O Sexo e a Cidade") que interpreta a assistente e amante de Lang; Timothy Hutton ("The Good Shepherd"; "Kinsey" e oscarizado por "Ordinary People" em 1980), que interpreta o advogado americano de Lang; e Tom Wilkinson ("Michael Clayton", "Eternal Sunshine of the Spotless Mind", "Shakespeare in Love"), como professor de Direito em Harvard, suspeito de pertencer à CIA.
Aguardemos com antecipação...
Deixo-vos aqui o link do trailer no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=L_AerBW0EcI
Link para a notícia no CineCartaz do Público: http://cinecartaz.publico.clix.pt/noticias.asp?id=250562

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Angels and Demons


Olá Pessoal!


Já vi o novo filme baseado no livro homónimo de Dan Brown e posso dizer que é um sucesso. É melhor do que o Código DaVinci em inúmeros aspectos.


Para quem não leu o livro, comprem-no, porque o filme não o substitui. Há diversos pormenores do enredo que são diferentes (não piores) e o livro oferece-nos a possibilidade de percebermos melhor as pistas, os significados, os simbolismos e as próprias personagens, visto que, devido à duração do filme (pouco mais de duas horas que passam a correr), muito do background teve que desaparecer. Os aspectos mais fantasiosos do livro, ou menos credíveis, ou mais irrealistas, como o jacto que levava o professor Langdon dos EUA até ao CERN (na Europa) em pouquíssimas horas, ou a forma mirabulosa como este escapava da morte certa ao saltar de um helicóptero, desapareceram, o que, na minha opinião, foi uma boa opção para manter os pés bem acentes na terra e não fazer com que o filme passasse de thriller a ficção-científica.


Tom Hanks volta a representar Robert Langdon, o professor de simbologia que vai seguir as pistas para encontrar quatro cardeais raptados pelos Iluminatti e salvar o Vaticano do poder destruidor da Anti-matéria, roubada do CERN e criada pela cientista Vittoria Vetra (representada por Ayelet Zurer).

Esta, no livro, era a acompanhante de Langdon no livro, era com ela que ele debatia todos os assuntos, desafiando-se mutuamente, além de haver entre ambos uma crescente química sexual. No filme, ambos os aspectos de Vittoria estão atenuados, mas não deixa de ser representada como uma mulher inteligente, atraente e carismática. Apenas tem uma intervenção menos importante na história.

Quanto a Tom Hanks, parece que me habituei à ideia de ser ele a representar Langdon, pelo que até fiquei satisfeito, apesar de não ser nenhum desafio para a sua carreira e de não ser muito diferente de todas as outras personagens que ele representou no passado. Não é Tom Hanks que se transforma em Robert Langdon. É Robert Langdon que se transforma em Tom Hanks.

Finalmente, tenho a destacar Ewan MacGregor (Trainspotting, Moulin Rouge, A Ilha) como Camerlengo Patrick MacKenna, uma personagem central no desenlace da narrativa. MacGregor fez um excelente trabalho, apesar de não dominar o latim... Os olhares e expressões deste actor, roubam a atenção do espectador, que percebe que aquele homem devoto à igreja não está totalmente perdido no desenrolar dos acontecimentos e não é apenas mais uma peça de xadrez.


O ritmo do filme é avassalador, uma "bomba" de adrenalina, com menos discussão e mediatismo que O Código DaVinci, e com uma mensagem mais suave, não sendo um ataque tão directo à igreja como seria de esperar. Os locais que não puderam ser filmados, devido a restrições do Vaticano, como a Praça de S. Pedro e a Basílica, foram recriados minuciosamente e com um incrível realismo e o cataclismo no final foi elaborado com uma espectacularidade digna dos melhores filmes de Hollywood e transmitindo a sensação de "Milagre!" que era necessária para entendermos as intenções de quem colocou a bomba no Vaticano, sob um ofuscante céu em chamas.


Para mim, uma agradável surpresa. O realizador, Ron Howard (Apollo13, Uma Mente Brilhante), aprendeu a sua lição depois do primeiro filme, e terem decidido juntar ao projecto David Koep, argumentista de filmes como Guerra dos Mundos e Jurassic Park, trouxe o equilíbrio e o ritmo que Akiva Goldsman (vencedor do Oscar de melhor argumento por Uma Mente Brilhante) não conseguiu impor no Código DaVinci.


Two Thumbs Up! Aqui vai o link para o site oficial do filme: http://www.angelsanddemons.com/