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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Oscares 2010 - Nomeações

Exactamente às 5h35 da madrugada, na costa oeste dos EUA, 13h35 em Portugal continental, Anne Hathaway - nomeada ao oscar de melhor actriz em 2009 pelo filme "Rachel Getting Married" de Jonathan Demme (O Silêncio dos Inocentes, Filadélfia) - deu a conhecer as nomeações para a cerimónia dos oscares de 2010.
Avatar obteve um total de 9 nomeações, especialmente nas categorias mais técnicas, não ultrapassando as 14 de Titanic (venceu 11), uma vez que não obteve nomeação para melhor argumento original (algo que me parece injusto, mas aceitável... se é que me faço entender) nem para nenhum dos seus actores, que aparecem a maior parte do tempo substituídos pelos seus avatares digitais.
Finalmente, um filme animado obtém o devido reconhecimento (graças ao aumento do número de nomeações), sendo que "Up", da Pixar, foi nomeado não só para melhor filme de animação (que vai ganhar indubitavelmente) mas também para melhor filme do ano. Michael Giaccino foi nomeado pela banda sonora que compôs para este filme, tendo já vencido o globo de ouro.
Star Trek, que era também apontado como um dos melhores filmes do ano, foi apenas nomeado para as categorias técnicas, mas pode rir-se à grande na cara dos seus rivais. Apesar de Avatar não lhe deixar qualquer hipótese de vencer, o excelente Star Trek foi o único blockbuster de Verão a ver-se reconhecido por todas as categorias de efeitos especiais, com 4 nomeações.
"The Hurt Locker - Estado de Guerra", que eu deverei ver assim que tiver tempo, realizado por Katherine Bigelow, compete com o "Avatar" do ex-marido James Cameron, também com 9 nomeações nas principais categorias. O grande "Inglourious Basterds - Sacanas Sem Lei" também é um rival de tremendo peso, com 8 nomeações; "Up in the Air - Nas Núvens" teve 6 nomeações pelas cobiçadas categorias principais: filme, realizador, argumento, actor e actrizes.
A nomeação para melhor filme do "The Blind Side" apanhou-me de surpresa, pois pensava que fosse um filme feito para a Sandra Bullock brilhar. Porém, pelos vistos, este filme foi um sucesso por mérito próprio e não apenas pela actriz que se arrisca a levar uma estatueta para casa.
District 9 talvez tenha sido a maior surpresa. Quando o vi, como podem ler na minha crítica, a conclusão a que cheguei é que o filme seria ou a maior tonteira de todos os tempos, ou apenas um dos filmes mais originais e criativos que eu já tinha visto. Aparentemente, era a segunda opção. Nomeado para melhor filme do ano, melhor argumento adaptado, melhor montagem e melhores efeitos especiais. Quem diria? Eu não...
"Precious...", o precioso filme que a Oprah disse aos EUA que era um dos melhores filmes da sua vida, teve nomeações para as suas duas actrizes principais (Mo'Nique já ganhou o globo de ouro) e arrisca-se a ganhar outras 4 estatuetas, incluindo melhor filme, argumento e realizador.
"Nine" foi nomeado precisamente para aquilo que eu pensava, apesar de achar que Marion Cotillard merecia tanto ou mais uma nomeaçãosita como a que a nossa Penélope Cruz recebeu. Foi um filme que "queria" muito ser um dos melhores do ano e terá que se contentar com as categorias artísticas e técnicas para que foi nomeado.
Estou também contente por não se terem esquecido do "Sherlock Holmes" (que ainda não fui ver...) com 2 nomeações, e se terem lembrado do muito ignorado "The Imaginarium of Doctor Parnassus" também com 2 nomeações. Este foi um filme que quase não viu a luz do dia (ou dos projectores) por causa da morte do seu actor principal durante a rodagem do filme - Heath Ledger. Claro que o realizador desvairado Terry Gilliam teve a excelente ideia de usar Johnny Depp, Collin Farrel e Jude Law a interpretar a mesma personagem nas cenas que ainda faltava rodar. Anseio pelo dia em que vou ver a nova loucura deste ex-Monty Python, que já nos deu filmes como "Delírio em Las Vegas", "12 Macacos", entre outros...
Os grandes derrotados terão sido "2012", que não obteve uma única nomeação, apesar da perfeição técnica; "The Lovely Bones" de Peter Jackson, que ele fez com muito amor e carinho a pensar nos oscares e apenas foi nomeado para a categoria de melhor actor secundário pela prestação do excelente Stanley Tucci no papel de psicopata que mata a protagonista que nos conta a sua história; "Transformers" e "Harry Potter", apenas uma nomeação cada um.
Queria ainda referir que apesar de James Horner (tal como em "Titanic") ter recebido uma nomeação pela sua excelente banda sonora para "Avatar", tenho muita pena que a cantora Leona Lewis não tenha também sido reconhecida pelo seu "I See You", tal como Céline Dion com "My Heart Will Go On". Mas se pensarmos bem na coisa, o mundo já se fartou da música da Céline Dion e o "I See You" da Leona Lewis é uma música bonita, mas da qual nos esquecemos facilmente...

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Star Trek


Oi pessoal,

Tem sido difícil ir ao cinema, mas finalmente consegui, esta semana. Como o filme tem acolhido boas críticas e estava quase a sair dos cinemas, decidi ir ver o Star Trek e dificilmente teria ficado mais satisfeito.

Não conheço o universo trekkie, mas tal também não é necessário para apreciar este filme. Basta boa disposição, sentido de humor, boa companhia e querer descontrair durante duas horas.

Este filme regressa às origens da saga, de modo a que ficamos a conhecer as origens das duas personagens principais: Spock (Zachary Quinto) e Jim Kirk (Chris Pine). É o reinventar de uma nova saga. A ameaça surge por parte de Nero (surpresa das surpresas: interpretado por Eric Bana) que pretende destruir todos os planetas pertencentes à Federação, incluindo Vulcan, o planeta de Spock, que é destruído, e o planeta Terra, obviamente.

Vou começar por elogiar o elenco, escolhido na perfeição para criar um filme que pretende, acima de tudo, divertir e sacudir o pó de uma série de filmes esquecidos e de uma fórmula gasta. Somos prendados com personagens jovens, em topo de forma, rebeldes e sem medo de ir à luta. Chris Pine interpreta um James T. Kirk revoltado (em parte por ter crescido sem o pai), conflituoso e com um carisma a que poucas damas resistem. Dentro deste restrito grupo, está Zoe Saldanha, que interpreta Uhura, e se torna irresistível precisamente por ser imune ao engate de Kirk (além de ser extremamente sensual). Zachary Quinto interpreta um Spock que cresceu com a discriminação de ser filho de um pai vulcano e uma mãe humana (interpretada por Winona Ryder, e eu nem a reconheci), sobrepondo a lógica a todas as emoções. É desta antítese entre as duas personagens principais que nasce uma relação de desprezo e rivalidade, que depois evolui para uma relação de entre-ajuda, amizade e respeito, conforme se vão conhecendo. Entretanto, a espectacular parada de actores prossegue com Jennifer Morrison, actriz conhecida por interpretar a Drª Cameron na série "House", como a mãe de Kirk no início do filme, Eric Bana (quase irreconhecível) como o rancoroso, negro e vingativo vilão, Bruce Greenwood (National Treasure; Capote) como Capitão Pike, Simon Pegg (fantástico actor cómico britânico) e até temos direito ao regresso de Leonard Nimoy à saga, num momento revelação do filme.

De resto, tenho a dar os meus parabéns a J. J. Abrams, que depois das séries "Lost" e "A Vingadora", e de "Missão Impossível 3" e "Cloverfield", conseguiu o que muitos considerariam impossível, fazendo renascer esta fénix das cinzas (pode parecer exagero, mas devem concordar comigo quando digo que a série estava morta e este foi um renascer em grande estilo). A história é consistente, com temas como a discriminação, a vingança e a extinção das espécies (!), as personagens são bem desenvolvidas, o ritmo do filme é constante, com acção trepidante e adrenalina nas doses certas, e os efeitos especiais são topo de gama.

Para ver e rever. É bestial. Aqui está um dos trailers, para ficarem com um cheirinho...