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sábado, 5 de dezembro de 2009

Curtas-Metragens - Grandes Obras


As curtas-metragens, forma de cinema tão ignorada, são muitas vezes verdadeiras obras de arte. Preciosidades, é com elas que se formam todos os artistas da sétima arte. Eu próprio já fiz umas quantas, procurando o meu próprio estilo, aprendendo e imitando, não o nego. Vou encontrando pequenas noances nos meus filmes preferidos, que gosto de recriar para contar as minhas próprias histórias. Vou encontrando também novos ângulos e conhecendo as dificuldades, as limitações. Vou descobrindo truques, com os quais consigo criar e dar vida a tantas fantasias e abstracções. Transformo a minha imaginação e sonhos em realidades.

As curtas-metragens, como obras de arte e ferramentas de aprendizagem que são, são também vencedoras de prémios (inclusivé Oscars) e dão notoriedade a futuros grandes realizadores e actores.

As curtas-metragens, são como os contos. Há pequenas histórias que só por serem transformadas em romances, perdem metade da sua beleza. Não devem ser prolongadas mais do que aquilo que são. São belas pela sua simplicidade. Ou deslumbrantes pela forma como têm tanto condensado em tão pouco tempo. São exercícios de liberdade, em que o artista pode fazer o que quer sem ter que se preocupar em como vender o seu produto. É fruto do nosso egocentrismo. Fazemo-las como nós gostaríamos de as ver, para agradar a nós próprios, namorando o nosso próprio úmbigo. Podem emocionar, surpreender, divertir, confundir, chocar.

Gosto de as ver. Mas são tão pouco divulgadas, a maioria delas, que só se encontram em certos círculos mais restritos.

Eis que aparece uma nova ferramenta, muito útil, que nos fornece um acesso a um conjunto de obras tão mais vasto. A Internet e o Youtube (em concreto), apesar dos seus inúmeros defeitos, tem esta qualidade. Acesso.

Deixo-vos aqui um conjunto de grandes obras que eu muito aprecio... Tendo participado nalgumas delas... Falando de namorar com o úmbigo...












Lost? (Coldplay Video Competition)




Sociologia da Saúde - Desigualdades Sociais face à Saúde: http://www.youtube.com/watch?v=2LEAFGDSWV4

Blair Bitch - As Desventuras de Vagina Girl

E a fotografia que podem ver no topo deste post foi tirada durante as filmagens da minha última curta, a qual ainda está em pós-produção... Desejem-me sorte...

segunda-feira, 4 de maio de 2009

SHIT #1





Olá Pessoal!
Como este é um blog que não se dedica exclusivamente ao mundo do cinema, e como não quero deixar os adeptos dos excrementos decepcionados, decidi fazer uma primeira abordagem aos excrementos do fabuloso mundo de Joel Pear.
Pois é, minha gente, a vida real arruina-nos a criatividade. Nunca soube o que era um bloqueio
criativo até ao ano passado.
Toda a sua vida, Joel Pear gostou de escrever e, já há alguns anos, que se dedicava a escrever aquela que viria a ser a maior obra da literatura portuguesa desde... desde que o Saramago escreveu A Viagem do Elefante, o que não foi assim há tanto tempo...
Continuando, a universidade pode ser uma fonte de inspiração e um buraco negro. Isso mesmo se verificou. Joel Pear, contaminado pela inspiração que todas as vivências lhe proporcionavam, escreveu desalmadamente sobre a juventude, a rebeldia, o primeiro amor e o fim do mundo, numa odisseia que se desenrolaria nos últimos 30 dias da vida de Alex. Contudo, caiu num buraco negro e nunca mais escreveu nada. NADA!!! Não consegue sair do malfadado capítulo 22. Já voltou ao 21, já leu todos os outros e não consegue sair do buraco e chegar ao capítulo 23. E este é um número que tem muito que se lhe diga.

Até que ponto, estudar de forma insana contribui para o nosso futuro! Sim, é verdade, escrever um Best-Seller ou entrar na indústria do cinema pode não chegar para garantir comida na mesa. Mas trata-se de um curso de tecnologias da saúde! Não é medicina nem direito, carago! E se isso nos impede de atingir os nossos sonhos, os nossos objectivos de vida...
Joel Pear tem a cabeça esgroviada e não anda a bater muito bem há mais de um ano. Que saudades daqueles tempos em que se embebedava sem receio das consequências, conhecia mulheres fogosas e não temia abordá-las. Beijava várias ao mesmo tempo (pronto, apenas duas). O que é que aconteceu entretanto? De onde surgiu toda a castração, toda a depressão... Que instantes é que Joel Pear poderia tentar mudar, se viajasse ao passado, para agora não estar assim? Que saudades daqueles tempos em que acreditava que ia conseguir, que ia ser capaz, que ia... que não ficava... estagnado!


- And the sound you hear is the sound of shit hitting the fan. - Disse Alec Baldwin num certo filme. - Globally... You hear it?

E Orlando Bloom retorquiu, várias vezes, ao longo do filme:

- I'm fine.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Welcome to Joel Pear's Movies and Shits

Olá pessoal!

A conselho de uma pessoa espectacular (não, não vou dizer o teu nome, Valente), decidi fazer o meu próprio Blog.

Regularmente, serão prendados com as novidades do mundo do cinema e com os excrementos do fabuloso mundo de Joel Pear.

Pear, para quem não sabe, é pêra. Quando pediram à Meg Ryan, num certo filme, para descrever a pêra, como se fosse Hemingway, ela respondeu:

- Sweet, juicy, soft on your tongue, grainy like a sugary sand that dissolves in your mouth. How's that?

Ao que o Nicolas Cage retorquiu:- It's perfect.

Perfeito! Nada mais há a dizer!