quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Public Enemies - Inimigos Públicos


Ora bem, este foi o último filme que eu vi.

Trata-se da história verídica de um dos maiores assaltantes de bancos da história dos EUA, durante a grande crise económica dos anos 30. Não vou entrar em detalhes, porque não me apetece. Quem estiver interessado, tem que ir ver o filme e pronto.

O elenco é excelente. Johnny Depp tem aqui um óptimo papel, com grande contenção de emoções, uma certa frieza que era necessária para um homem daqueles sobreviver. A história desta personagem é impressionante e foi-lhe feita justiça. Não sei se vai ter nomeação para oscar, acho que sim. Quanto a ganhar... Não é que não mereça, mas acho que ainda não é desta.

Christian Bale está excelente, não descorando qualquer pormenor. Muito meticuloso, tal como o detective que ele interpreta, e até consegue um sotaque sulista que acenta muito bem.

Agora... O melhor do filme! Tararara: Marion Cotillard! Ela prova neste filme que mereceu o oscar que lhe deram pelo filme La Vie en Rose, em que interpreta Edit Piaf magistralmente. Por favor, deem-lhe uma nomeação para melhor secundária por este filme. Como por trás de um grande homem está sempre uma grande mulher, Cotillard interpreta uma mulher sexy, forte, com quem a vida nunca foi justa e consegue enfrentar tudo de frente, independentemente do quanto ela sofre (tanto física como emocionalmente).

Finalmente, uma palavrinha para o realizador Michael Mann (Heat-Cidade sob Pressão, Collateral, Miami Vice), que mais uma vez faz um óptimo filme de acção e dá uma grande atenção à história e às personagens, mas a forma como tudo foi filmado... Ora bem, ele escolheu filmar com câmaras digitais podia ser uma escolha acertada, tendo em conta a frieza com que a câmara capta tudo. Mas a verdade é que neste filme foi terrível porque a imagem fica desfocada em certas cenas em que a câmara se movimenta mais (ou abana mais), é difícil reconhecer os actores e a qualidade dos cenários e de toda a reconstrução daquela época é desbaratada.

Enfim... Independentemente disso, o filme não deixa de ser muito bom. Óptimo guião e óptimos actores.

Ice Age 3: Dawn of the Dinosaurs


Oi Pessoal!
Bem, cometi o erro de ver este filme na versão portuguesa e sem a tecnologia 3D. Já me tinham dito que este era o melhor dos 3 filmes, mas permitam-me descordar. Não bate o primeiro filme.

O que é que eu posso dizer? A história é girinha... Como os dois mamutes vão ter crias e o tigre-dente-de-sabre quer retornar às origens e voltar a ser um senhor da sua juba, o preguiça vê-se abandonado e ignorado (como habitualmente) e decide constituir a sua própria família, adoptando uns ovos que encontra numa gruta. Acontece que os ovos pertencem a uma mamã saura, a qual vive com outros dinossauros num mundo subterrâneo para o qual essa gruta dá acesso.

E pronto! A premissa é girinha e é tudo girinho, como os cachopos gostam.

Agora a sério... Podiam ter-se esforçado um pouco mais por escrever um guião melhorzinho. Parece que só a Pixar é que se esforça por agradar aos adultos (mesmo que o Up tenha sido mais infantil que o habitual). Como nos outros filmes, a estrela é uma personagem secundária que só aparece esporadicamente - o esquilo! É sem dúvida o melhor do filme. E a surpresa vai para o preguiça que é muito mais engraçado que nos outros filmes, sendo que a cena em que ele encontra os ovos e os rouba é genial e a melhor cena do filme. Depois há umas cenas com a mamã dinossaura que também são engraçadas, uns peidos e umas piadas depois de snifar hélio e até uma referência ao Virgem aos 40... e uma cena que podem ver no trailer que é hilariante, embora eu ache incrivel eles terem tido permissão para a meterem num filme para crianças: Ainda bem!

Perfeito para levar os filhos, os sobrinhos, os primos ou irmãos mais novos. Eles vão-se divertir durante uma hora e meia e é um espectáculo agradável que quando não nos enche de sono nos faz soltar alguns risos. É tudo. Enjoy.

Aqui fica o site: http://www.iceagemovie.com/

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Up - Altamente!


Bem, agora vou falar de uma outra comédia que nada tem a ver com a anterior (valha-nos Deus!).

Novamente, a Pixar deslumbrou o mundo inteiro com um dos melhores filmes do ano. Esta é uma maravilhosa fábula sobre a perenidade da vida e sobre saber aproveitá-la. Esta é a história de Carl Fredrickson e do seu amor pela esposa Ellie. Duas almas gémeas que se conheceram em crianças e que após uma vida inteira em que ansiavam viver ambos uma verdadeira aventura pela América do Sul, se apercebem que a vida passou e nunca concretizaram o seu sonho. É a história do pequeno Russel que tenta ser um escuteiro aventureiro na cidade de Nova Iorque, tentando obter a atenção do pai. Quando Carl, após perder a mulher e ficar a viver sozinho no seu lar cheio das recordações de Ellie, é forçado a ir para um lar de idosos, arranja uma forma engenhosa de escapar ao destino e viver finalmente a aventura da sua vida. Atando balões à sua casa, esta começa a voar e viaja rumo à América do Sul, sem se aperceber que arrastou consigo o pequeno Russel para uma enorme aventura.

Esta história talvez seja um pouco mais infantil que outras a que a Pixar já nos habituou, como À Procura de Nemo, Wall-e e The Incredibles: Os Super Heróis; mas não deixa de agradar aos mais graúdos, sendo que todos se identificam com o tema da história, as personagens são supercarismáticas e é fácil deixarmo-nos contagiar pela atmosfera da história. Penso que, tendo em conta a ingenuidade e fantasia do filme, a escolha de Pete Docter para a realização foi sem dúvida a mais acertada, que também realizou o excelente Monstros e Companhia.

Mais uma vez fomos prendados com um filme perfeito a vários níveis, técnico e artístico, com uma torrente de diversão, acção e comédia para todas as idades. Quem puder, vá vê-lo em 3D porque as imagens são espectaculares.

Fica aqui o link para os mais curiosos: http://www.apple.com/trailers/disney/up/

Bruno


Olá Pessoal!

Estive um bocado ausente, mas nem por isso deixei de ir ao cinema.

Hoje, vou falar do Bruno e vou já responder a algumas dúvidas de muita gente:

- O Borat é melhor!

- Sim, o filme segue a mesma fórmula que o Borat.

Assim sendo, Bruno é um repórter de moda que se quer tornar o segundo austríaco mais conhecido do mundo... a seguir a Hitler.

Desta forma, este é um filme que destila todas as excêntricidades e clichés atribuidos aos gays, sem ter qualquer medo de chocar os espectadores do princípio ao fim, com cenas de sexo homossexual mais ou menos explícitas, imagens fálicas, nus e enterra o dedo bem fundo no que diz respeito a preconceitos.

A ideia em si é genial. Bruno goza com todos. Homossexuais, celebridades, políticos, terroristas e todos os homofóbicos. E ninguém sai do filme indiferente. O mais fácil é sair agoniado, revoltado ou com vontade de vomitar. No cinema vi todo o tipo de reacções, desde os que se riram até chorarem, até aos que gritavam e aos que olhavam para o relógio com vontade de sair.

Onde é que este filme tropeça e cai, tornando-se inferior ao anterior filme de Sacha Baron Cohen? Na concretização da ideia. O filme é uma sucessão de sketchs humorísticos, decadentes e chocantes com um ritmo altamente irregular e um sentido de humor umas vezes melhores que outras. O argumento não tem grande conexão e nenhuma lógica. Depois de receberem uma nomeação ao oscar de melhor argumento quando fizeram o Borat, era de esperar que tentassem continuar o bom trabalho, mas o único motor deste filme é a busca da fama por este personagem, que faz as coisas mais depravadas e ordinárias para o conseguir. Ponto! A diferença entre este filme e ver Jackass é mínima.

De resto, tenho a glorificar a representação de Sacha Baron Cohen, por um papel que merecia tanto receber uma nomeação ao oscar como Robert Downey Jr pelo papel dele em Tempestade Tropical. Encarnou a personagem de forma surpreendente e horripilante, submeteu-se às mais incríveis atrocidades e até a perigos que mais nenhum actor se submeteria. Claro que a diferença entre ele e os outros actores é que foi ele a criar a personagem e a crer fazer este filme.

Cohen foi louco o suficiente para entrevistar um muçulmano suspeito de terrorismo, Ayman Abu Aita (e já recebeu ameaças da respectiva organização terrorista a que esse homem supostamente pertenceria), para envergonhar o candidato republicano à presidência dos EUA em 2008 e congressista do Texas: Ron Paul; o magnata Donald Trump, Harrison Ford, uma plateia de afro-americanos, interromper as filmagens da série Medium ou um desfile de moda em Milão...

Este é um filme não aconselhável a conservadores, mentes fechadas ou doentes cardíacos. Os que estiverem preparados psicologicamente, poderão passar duas horas hilariantes no cinema.

Fica aqui o link para quem quiser ver o trailer ou um clip do filme:

sábado, 1 de agosto de 2009

Taken - Busca Implacável


Olá Pessoal!

Sei que o filme já passou há imenso tempo pelas salas de cinema, porém, como a máquina de promoção em Portugal é uma coisa surpreendente e os títulos ainda melhores, quando o filme esteve no cinema, nunca me apercebi que o Busca Implacável, um título que faz relembrar um filme mais ao estilo Van Damme ou Stallone... ou até mesmo Schwarzenneger, era o mesmo Taken, protagonizado pelo fabuloso Liam Neeson por que eu estava à espera desde que vira o trailer. Tristeza...

Continuando. Este é um delicioso filme que comprova que a insdústria cinematográfica francesa está à altura de rivalizar com muitos dos filmes Hollywoodescos produzidos nos últimos anos. Algo que se pôde verificar quando este espectacular filme estreou nos EUA e ficou no topo do box-office, tornando-se um dos maiores sucessos do ano.

Liam Neeson, nomeado para o oscar de melhor actor pela Lista de Schindler e para o Globo de Ouro por Kinsey, ambos fantásticos papéis, interpreta neste filme Bryan Mills, um espião reformado que se tenta reaproximar da filha de 17 anos, a bela Maggie Grace que já vimos na série Lost. Esta, após o seu aniversário, pede-lhe que ele a autorize a fazer uma viagem para Paris com uma amiga, e este, pressionado pela ex-mulher, Famke Janssen (X-Men, Hide and Seek), e tentando que a filha não se afaste ainda mais dele, autoriza-a. Ela faz a viagem, mas algo corre mal e, enquanto está ao telemóvel com o pai, apercebe-se de que um grupo de homens está a entrar em casa e a querem raptar a ela e à amiga. Bryan tem 96 horas para partir para Paris e encontrar a filha, antes que esta desapareça para sempre, vendida por uma máfia de leste, que faz tráfico de mulheres.

É sem dúvida um dos filmes com mais suspense e acção que eu já vi. Liam Neeson interpreta na perfeição um homem amargurado, com o peso da idade sobre os ombros, que não olha a meios para recuperar a filha. Duro, implacável (como o ranhoso título português) e sem complacência, vai descobrindo as várias artérias desta organização ilegal na escura e fria Paris. É um filme brutal que desmascara a dura realidade do tráfico de mulheres, que é tão ignorado e está tão presente por todo o mundo. O guião é muito consistente, não enchendo o filme com diálogos desnecessários sobre os sentimentos ou as relações das personagens, sendo isso demonstrado na perfeição pela performance dos actores e pela cadeia de acontecimentos e reacções destes, nem com cenas em que as personagens reflectem sobre o tema, pois essa é a função do espectador, que pode muito bem pensar por si próprio e chegar às conclusões óbvias. Trata-se de um argumento vai directo ao ponto da questão e não tem medo de meter os dedos nas feridas. Por esta razão, os meus parabéns a Luc Besson, realizador do Quinto Elemento (com Bruce Willis e Milla Jockovich) e de Artur e os Minimeus, por ser resp. A realização deve-se a Pierre Morel, sendo este apenas o seu segundo filme. Conseguiu cozinhar um filme com uma crueza que ainda foi mais acentuada pelo uso da câmara digital, que torna as imagens tão frias como a própria cidade.

Fantástico tema, fantástico filme, fantástico actor.
Fica aqui o trailer: http://www.youtube.com/watch?v=CvUxdQ4q-Lg

Aproveito para relembrar a morte da esposa de Liam Neeson, no início deste ano, Natasha Richardson, também ela uma actriz de grande talento. A sua trágica morte resultou de um acidente enquanto praticava ski, nas suas férias em familia. Ao bater com a cabeça numa rocha, teve uma hemorragia intracraniana, que culminou na sua morte, poucas horas depois.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

The Proposal - A Proposta


Olá Pessoal!

Sandra Bullock está de volta e só me apercebi das saudades que tinha dela ao ver este filme.

Esta maravilhosa actriz e Ryan Reynolds são os protagonistas desta comédia romântica. Ela é Margaret Tate, uma editora literária, autoritária e rigorosa, que amedronta e assombra todos os que trabalham para ela. Ele é Andrew Paxton, o assistente submisso que miseravelmente obedece a todas as ordens da chefe. Quando o emprego desta é ameaçado, devido a irregularidades no seu visto que podem levar ao seu despedimento e a ser extraditada para o Canadá, Margaret força o seu assistente a casar-se com ela.

Anne Fletcher fez um filme que se poderia perder no imenso oceano das comédias românticas que são feitos todos os anos. Porém, assim como fez com "27 dresses", protagonizado pela apaixonante Katherine Heigl, conseguiu dar-lhe um sopro de vitalidade, apostando na versatilidade e carisma das personagens, que são o verdadeiro tesouro deste filme.

As situações caricatas são mais que muitas, inumeras peripécias e a química sexual é intoxicante. As gargalhadas enchem a sala de cinema, conforme o envolvimento do público com as personagens cresce. Esta não é a história romântica típica, pecando apenas por cair em alguns clichés obvios do género no final do filme, mas consegue sempre dar a volta à situação introduzindo uns twists geniais e mais umas gargalhadas.

Destaque para um lindíssimo cão e para Betty White, uma velhota que ainda aí está para as curvas. Ambos protagonizam os momentos mais hilariantes desta fita. Há ainda um mexicano cuja personagem acho um pouco exagerada, mas não deixa de ser divertido.

Bom filme para descontrair e desanuviar, rindo a bom rir, com amigos ou com a pessoa de quem mais gostamos.

The Hangover - A Ressaca


Olá Pessoal!

Lamento imenso a minha ausência, mas tenho andado demasiado ocupado a passar de ano e a fazer a minha mais recente curta-metragem, sobre a qual irei falar em breve.

Ora bem... Aqui está a comédia que, quando a vemos, nos faz perguntar por que é que nunca tinha sido feita antes. A premissa é muito simples e por demais conhecida: Um grupo de amigos vai para Las Vegas festejar a despedida de solteiro de um deles. No dia seguinte, acordam sem se conseguirem lembrar do que se passou no dia anterior, e não encontram o noivo em lado nenhum, não podendo regressar para o casamento sem ele.

O filme é uma longa gargalhada do princípio ao fim, escapando aos clichés do género não mostrando as loucuras pelo que o grupo passou, mas as consequências dos seus actos desnorteados na noite anterior. É uma deliciosa história politicamente incorrecta, em que as piadas se sucedem a um ritmo vertiginoso e constante, as surpresas e as personagens mais irracionais vão surgindo e abrilhantando um filme que nos apetece ver e rever, para tentar encontrar todas as pistas que explicam o que eles fizeram na noite anterior (nem vos passa pela cabeça). As personagens são alucinadas e hilariantes, sofrendo e insistindo em resolver os mais diversos problemas. Quero ainda destacar a presença de um bebé, um tigre e uma galinha (a qual nunca se sabe de onde veio), Ken Jeong que já tinhamos visto em "Knocked Up - Um Azar do Caraças" (cuja personagem está demasiado exagerada) , Mike Tyson (brilhante) e Heather Graham que anda perdida em filmes que só lhe dão atenção pela beleza física... mas sejamos sinceros... será que ela tem talento para mais do que isso? Os protagonistas são Bradley Cooper, Ed Helms, Justin Bartha e um delirante Zach Galifianakis, talvez o melhor do filme.

Apenas lamento que a produção não tenha gasto mais um milhão ou dois a limar as arestas e a abrilhantar um filme que é quase perfeito, embora talvez seja mesmo esse estilo rafeiro que o torne especial. Quem escreveu o guião também devia ter tentado explicar um outro pormenor a que se deu pouca atenção. De realçar que grande parte dos diálogos foram improvisados, o que por um lado proporciona um elevado grau de espontaneidade e credibilidade às personagens e por outro pode explicar a existência dessas pontas soltas... No entanto, isso não interfere com nada, porque eles de facto não se lembram de nada daquela noite e quem já passou pela experiência sabe que não havendo testemunhas, há coisas que ficarão para sempre sem explicação. LOL.

É um filme para ver sóbrio ou ébrio, após uma boa tarde de praia, rodeado pelos melhores amigos e... quem sabe, antes de uma noite de regabofe. Esperemos apenas que ninguém os tenha como inspiração e repita os seus feitos.