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segunda-feira, 3 de maio de 2010

The Blind Side - Um Sonho Possível


De repente, fez-se justiça. Sandra Bullock foi recompensada pela sua longa e bem orientada carreira. Pode-se dizer que os seus únicos fracassos foram os terríveis Speed 2 e Miss Detective 2, ambos sequelas dos seus maiores êxitos. Também se pode dizer que a sua melhor performance até este filme foi na pele daquela mulher brava e furiosa contra os imigrantes americanos em "Crash - Colisão" de Paul Haggis, vencedor do oscar de melhor filme em 2004. E também se pode dizer que "The Blind Side" (detesto o título português, que podia muito bem ser "O Ângulo Cego" em vez deste piroso "Um Sonho Possível") foi o veículo perfeito para uma grande actriz mostrar o seu verdadeiro valor. No mesmo ano, teve dois filmes a ultrapassarem os 200 milhões de dólares - o hilariante "A Proposta" e este "The Blind Side", venceu um Razzie pelo "All About Steve" (parece que o filme é tão mau que nem estreia em Portugal) e um oscar logo no dia seguinte. Venceu também um Globo de Ouro e beijou Meryl Streep na boca em frente ao mundo todo, divorciou-se e adoptou uma criança... Sandra Bullock está imparável.
Regressando ao filme, este conta a história verídica do jogador de futebol americano Michael Ohern (interpretado pelo desconhecido Quinton Aaron), antes de se tornar uma estrela, quando vivia abandonado e pobre, que é praticamente adoptado por Leigh Ann Touhy (a personagem de Sandra Bullock) e pela sua família.
Se me perguntarem por que é que o filme foi um dos 10 nomeados ao oscar de melhor filme do ano, só posso dizer que foi pela história e pelos estrondosos e surpreendentes resultados na bilheteira. Porque o filme não é tão bom quanto isso. Tem uma óptima história, sobre a vida real e personagens reais, com óptimas interpretações de todos os actores, fala-nos da bondade humana, mas fica por aí. Não tem mais nada de especial. O realizador limita-se a mostrar-nos isto tudo. Se em vez deste John Lee Hancock por detrás das câmaras tivéssemos um Steven Soderbergh, talvez este filme fosse realmente um grande filme, como "Erin Bockovich" foi para Julia Roberts quando também ela venceu o merecido oscar. Assim... É só um filmezinho bonito que nos entretém confortavelmente com uma história bonita durante duas horas, sem nunca nos tocar no coração.
"The Blind Side" foi o veículo para Sandra Bullock interpretar de forma espectacular uma mulher forte e interessante. Ninguém diz que não a Leigh Ann Touhy. É uma mulher rica, mas generosa, com uma punho de aço e um coração de ouro. Não é fácil interpretar alguém assim. Sandra Bullock conseguiu-o. E por isso (quase só por isso), vale a pena ver este filme.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

The Proposal - A Proposta


Olá Pessoal!

Sandra Bullock está de volta e só me apercebi das saudades que tinha dela ao ver este filme.

Esta maravilhosa actriz e Ryan Reynolds são os protagonistas desta comédia romântica. Ela é Margaret Tate, uma editora literária, autoritária e rigorosa, que amedronta e assombra todos os que trabalham para ela. Ele é Andrew Paxton, o assistente submisso que miseravelmente obedece a todas as ordens da chefe. Quando o emprego desta é ameaçado, devido a irregularidades no seu visto que podem levar ao seu despedimento e a ser extraditada para o Canadá, Margaret força o seu assistente a casar-se com ela.

Anne Fletcher fez um filme que se poderia perder no imenso oceano das comédias românticas que são feitos todos os anos. Porém, assim como fez com "27 dresses", protagonizado pela apaixonante Katherine Heigl, conseguiu dar-lhe um sopro de vitalidade, apostando na versatilidade e carisma das personagens, que são o verdadeiro tesouro deste filme.

As situações caricatas são mais que muitas, inumeras peripécias e a química sexual é intoxicante. As gargalhadas enchem a sala de cinema, conforme o envolvimento do público com as personagens cresce. Esta não é a história romântica típica, pecando apenas por cair em alguns clichés obvios do género no final do filme, mas consegue sempre dar a volta à situação introduzindo uns twists geniais e mais umas gargalhadas.

Destaque para um lindíssimo cão e para Betty White, uma velhota que ainda aí está para as curvas. Ambos protagonizam os momentos mais hilariantes desta fita. Há ainda um mexicano cuja personagem acho um pouco exagerada, mas não deixa de ser divertido.

Bom filme para descontrair e desanuviar, rindo a bom rir, com amigos ou com a pessoa de quem mais gostamos.